No dia 11 de junho, às 19h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a programação do Cineclube África no Cinema. Na sessão deste mês será exibido o filme "Le Sapeur" (França, 2019), do diretor congolês David-Pierre Fila, com entrada gratuita.

O Cineclube África no Cinema é uma das atividades de extensão universitária promovidas pelo Laboratório de Estudos em História da África (LEHAf) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto tem por objetivo geral a promoção da cultura cinematográfica com ênfase em filmes de diretores africanos, com produção africana e com filmagens em África. Visa divulgar a riqueza artística e cultural do continente africano através da exibição de filmes e promover conversas e debates sobre a produção cinematográfica africana e também sobre as representações da África no cinema. Os encontros são mensais e abertos ao público em geral.

África no Cinema tem curadoria do pesquisador Alex Brandão do LEHAf/UFSC, laboratório coordenado pelo Prof. Dr. Sílvio Marcus de Souza Correa. O cineclube tem apoio institucional da Aliança Francesa de Florianópolis e da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), e da SeCArtE (UFSC), através da bolsista Nadia Marcia Dalla Brida.

Após a exibição, a equipe que conduz o projeto realiza uma roda de conversa sobre o filme e temas correlatos. 

Sobre o filme 

Le Sapeur
Direção: David-Pierre Fila
País: França
Ano: 2019
Gênero: Documentário 
Duração: 50 min.  
Sinopse: La Sape nasceu no Congo-Brazzaville durante a colonização. Nos anos 1970, os sapadores usaram suas armas, roupas, para investir no espaço social, apropriando-se dos códigos da elite. Eles proclamam sua existência diante de políticos intoxicados com seus novos poderes. A sigla SAPE significa Sociedade de Ambientadores e Pessoas Elegantes, uma moda de vestuário que se popularizou nos "dois Congos" (Brazzaville e Kinshasa) por volta dos anos 1960 - período conhecido como "Independência". Na década de 1970, alguns pioneiros do Sape emigraram para Paris, vitrine de moda. É o caso de Jocelyn Le Bachelor, que oferece trajes ousados aos parisienses.