Inscrição prévia - Apresentação: “As Pastorinhas do Samba de Florianópolis”
Elas vão abrir os trabalhos na tarde de sexta, trazendo em forma de canções um pouco do clima e das temáticas que iremos conversar ao longo do dia.
Ao longo de quase uma década, a iniciativa tem fortalecido a cena do samba na capital catarinense, promovendo encontros intergeracionais, circulação de mestres da tradição e a formação de público para o gênero
No dia 6 de março, Florianópolis será palco do Festival 9 Anos do Projeto Samba de Terreiro, que marca quase uma década de pesquisa, preservação e difusão da memória do samba na cidade. A programação terá como destaque especial as participações da cantora carioca Dorina e do sambista Jorginho do Império, referência histórica do Império Serrano.
Criado em 2017 a partir do encontro entre músicos, pesquisadores e integrantes da Velha Guarda da Escola de Samba Copa Lord, o projeto consolidou-se como um dos principais movimentos de valorização do samba de terreiro em Santa Catarina.
Para a pastora, musicista e pesquisadora do Projeto Samba de Terreiro, Jaque Cardoso, o festival carrega um significado que ultrapassa a celebração de aniversário e se insere no campo da preservação cultural.
“O Festival Samba de Terreiro possui um valor cultural centrado na preservação da memória e na salvaguarda de um modo de fazer samba ligado aos primórdios das escolas de samba do Rio de Janeiro. Em Florianópolis, essa vertente também se consolidou nas agremiações locais em um período em que elas ainda não possuíam quadras próprias para ensaios e desfiles.
Hoje, o projeto configura-se como um movimento de resistência cultural frente às transformações e à industrialização do gênero após a década de 1970. O diferencial do nosso grupo é a forte participação de mulheres, o que nos distingue de projetos semelhantes executados Brasil afora”, apontou Cardoso.
Ao longo dos nove anos, o projeto tem se dedicado à revisitação de repertórios ligados às matrizes do samba de terreiro, dialogando com o legado da pioneira Deixa Falar - agremiação fundada no Estácio, em 1928, reconhecida como o embrião das escolas de samba - e com clássicos da Estação Primeira de Mangueira, Portela e Acadêmicos do Salgueiro.
A pesquisa também contempla sambas históricos das primeiras escolas de Florianópolis, evidenciando como essa tradição foi apropriada e recriada no contexto local.
Entre os marcos da trajetória estão o álbum Samba de Terreiro de Florianópolis, disponível nas plataformas digitais, e o Almanaque do Samba de Terreiro, publicação que sistematiza parte da investigação histórica desenvolvida ao longo dos anos.
Diretamente do Rio, Dorina participa da roda de conversa: “O protagonismo das mulheres pastoras no samba” e integra a grande roda de samba do festival. Já Jorginho do Império conduz o encontro “Sambas de terreiro do Império Serrano”, compartilhando vivências e histórias da tradição imperiana.
A presença dos convidados fortalece o intercâmbio cultural entre Florianópolis e o berço das escolas de samba, aproximando o público local das matrizes do samba de terreiro e ampliando o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
O festival de aniversário reafirma o compromisso do Projeto Samba de Terreiro com a preservação da memória do samba em Florianópolis, celebrando não apenas uma trajetória artística, mas também a continuidade de uma tradição que permanece viva através da comunidade.
Celebrar os 9 anos do Projeto Samba de Terreiro é, portanto, celebrar a permanência de um modo de fazer samba, o reconhecimento da memória cultural da cidade e a valorização do samba como patrimônio vivo.
📍 Data: 06 de março, a partir das 14h
📍 Local: Bugio Centro – Rua Victor Meirelles, 112 (Florianópolis/SC) Roda de Samba as 18h Gratuita!
💰 Inscrição: R$ 50 (com possibilidade de bolsa)
🗓 Inscrições até: 23/02
Vagas limitadas.
Garanta a sua vaga nos links:
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Assessoria de Imprensa e Comunicações: Ani Castrellón Castillo - Produz e Comunica - Instagram: @anicastrellon
Fotografia: Sabrina Stahelin - Instagram: Sabrinastahelinfotografia
Elas vão abrir os trabalhos na tarde de sexta, trazendo em forma de canções um pouco do clima e das temáticas que iremos conversar ao longo do dia.
Jandira Souza juntamente de Dorina (RJ), Jaque Cardoso (Co-escritora dos Almanaques do SdT) e Aline Natureza (Escritora do livro S´embora, gente, vamos de samba!) vão refletir sobre o papel e o espaço das mulheres no samba desde antigamente aos dias de hoje.
Jorginho do Império, com mediação de Akin Reis e Carlos Raulino, através do seu percurso no samba e na Império Serrano vai nos transportar aos tempos áureos do panteão imperiano, nos contando causos e personagens do lugar.
Roda de Samba do Projeto, juntamente aos convidados do dia, Dorina e Jorginho do Império, celebrando antigos sambas das escolas do Rio de Janeiro e Florianópolis.
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