Formação Agente Territorial

Círculos de Cultura, Chapecó: Financiamento da Cultura e Povos de Terreiro

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15–15 de setembro, 2026
Chapecó – Passo dos Fortes

Sobre o evento

FINANCIAMENTO DA CULTURA E OS POVOS DE TERREIRO

Roteiro de condução da ação – Comitê de Cultura de Santa Catarina

Data: 15 de setembro de 2026

Horário: 19h às 22h

Local: Tenda de Umbanda Cavaleiros de Aruanda

Endereço: Rua Inglaterra, 748 D – Bairro Passo dos Fortes – Chapecó/SC – CEP 89805-535

Duração: 3 horas

Participação: Clodoaldo Calai, Márcio Machado, Anderson Rassch e Dyonathan de Morais

1. Contextualização da ação

A ação “Financiamento da Cultura e os Povos de Terreiro” integra a atuação territorial do Programa Nacional dos Comitês de Cultura e do Comitê de Cultura de Santa Catarina em Chapecó. Sua realização está articulada à ação de Dyonathan de Morais, que integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura na condição de Agente Territorial de Cultura.

A partir da proposição e articulação territorial de Dyonathan de Morais, o Comitê de Cultura de Santa Catarina realiza esta ação na Tenda de Umbanda Cavaleiros de Aruanda, em Chapecó, no dia 15 de setembro de 2026, das 19h às 22h. A iniciativa aproxima as políticas públicas de cultura dos povos e comunidades de terreiro e parte das demandas, práticas, saberes e experiências presentes no próprio território.

A presença do Comitê integra e fortalece a ação desenvolvida pelo Agente Territorial de Cultura, articulando formação, informação, escuta e orientação sobre direitos culturais, participação social e mecanismos públicos de financiamento da cultura.

2. Objetivo da ação

Promover um encontro de formação, escuta e diálogo com povos e comunidades de terreiro, lideranças, agentes culturais e demais participantes de Chapecó e região, aproximando esses territórios das políticas públicas de cultura e dos mecanismos de financiamento disponíveis.

A proposta reconhece os terreiros também como espaços de produção, transmissão e preservação de conhecimentos, memórias, oralidades, musicalidades, celebrações, culinárias, indumentárias, artes, saberes tradicionais e práticas culturais comunitárias. O encontro busca relacionar essas práticas e trajetórias às possibilidades concretas de reconhecimento, organização, elaboração de projetos e acesso às políticas públicas de cultura.

3. Roteiro de condução – 19h às 22h

19h às 20h – Acolhida, direitos culturais, Comitê, SNC e financiamento da cultura

Acolhida e apresentação da Tenda de Umbanda Cavaleiros de Aruanda, dos participantes e da equipe. Contextualização da ação por Dyonathan de Morais, Agente Territorial de Cultura, apresentando a articulação que dá origem ao encontro e sua inserção no Programa Nacional dos Comitês de Cultura.

Apresentação do Programa Nacional dos Comitês de Cultura e do Comitê de Cultura de Santa Catarina, sua atuação territorial e as possibilidades de aproximação, formação, mobilização e orientação junto às comunidades.

Introdução ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), destacando a articulação entre União, Estado, municípios e sociedade civil, bem como a importância da participação social, dos conselhos, planos, conferências, fundos e demais instrumentos da política cultural.

Apresentação panorâmica das possibilidades de financiamento: Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Cultura Viva e Pontos de Cultura, Lei Rouanet/Pronac, além de editais e oportunidades municipais, estaduais e federais.

Perguntas orientadoras: Onde os povos de terreiro estão inseridos na política cultural do município? Há representação nos espaços de participação social? As manifestações, saberes e práticas dos terreiros são reconhecidos como produção cultural e patrimônio? Quais barreiras dificultam o acesso aos editais e programas públicos?

20h às 21h – Do que já fazemos ao projeto cultural

Momento prático para reconhecer as atividades culturais já realizadas nos terreiros e comunidades. A proposta é demonstrar que o projeto cultural não começa no formulário de um edital: ele começa no reconhecimento e na organização daquilo que a comunidade já realiza.

Mapear práticas relacionadas à memória e oralidade, música e percussão, cantos, dança, vestimentas, culinária, celebrações, patrimônio, saberes tradicionais, transmissão de conhecimentos entre gerações, formação de crianças e jovens, encontros comunitários, produção artesanal e outras manifestações culturais.

Construir a sequência: prática cultural → registro → portfólio → ideia de projeto → oportunidade de financiamento.

Trabalhar a preparação documental e de portfólio: documentos pessoais e institucionais, registros fotográficos e audiovisuais, cartazes, matérias, redes sociais, declarações, certificados e outros comprovantes de trajetória.

Apresentar os elementos básicos de uma proposta: o que queremos fazer; por que; para quem; onde; como; quando; com quem; e quanto custa. Relacionar essas perguntas a objetivo, justificativa, público, atividades, cronograma, equipe, orçamento, acessibilidade, divulgação, execução e prestação de contas.

21h às 22h – Organização, associativismo, carteira de projetos, escuta e encaminhamentos

Conversar sobre formas de organização e associativismo, considerando as possibilidades de atuação como pessoa física, coletivo, associação ou outra pessoa jurídica, sem apresentar a formalização como condição única para a participação cultural.

Reforçar a estratégia de não esperar o edital abrir para começar a elaborar propostas. Incentivar cada grupo ou terreiro a construir uma pequena carteira de projetos previamente organizada: fortalecimento de ações já realizadas; formação e transmissão de saberes; memória e patrimônio cultural; circulação, encontros e mostras; estruturação do espaço e continuidade das atividades.

A lógica proposta é substituir a pergunta “o que vamos inventar para este edital?” por “qual projeto que já temos preparado se encaixa nesta oportunidade?”.

Encerrar com escuta das dificuldades de acesso a editais, dúvidas sobre documentação, experiências anteriores, necessidades de formação, possibilidades relacionadas à Cultura Viva/Pontos de Cultura, projetos que os participantes desejam desenvolver e formas de articulação entre os próprios terreiros.

4. Possíveis resultados da ação

Produzir um primeiro levantamento das potencialidades culturais, demandas e ideias de projetos dos terreiros e participantes presentes, identificando oportunidades de continuidade da orientação e de aproximação com políticas públicas e mecanismos de financiamento da cultura.

Fortalecer a articulação territorial iniciada por Dyonathan de Morais e estabelecer possibilidades de continuidade entre os povos e comunidades de terreiro, o Agente Territorial de Cultura e o Comitê de Cultura de Santa Catarina.

5. Dimensão artística e cultural

A ação poderá incorporar uma manifestação artística ou cultural no próprio espaço, valorizando as expressões, saberes e práticas presentes no território e evitando que o encontro se restrinja ao formato de palestra.

6. Participação na condução

Dyonathan de Morais – Agente Territorial de Cultura integrante do Programa Nacional dos Comitês de Cultura; proposição e articulação territorial da ação, diálogo com os povos e comunidades de terreiro, contextualização do encontro e conexão entre as demandas do território e a atuação do Comitê.

Clodoaldo Calai – políticas públicas de cultura, Sistema Nacional de Cultura, mecanismos de financiamento e organização de projetos.

Márcio Machado – apresentação do Comitê de Cultura de Santa Catarina, financiamento da cultura, preparação para editais, portfólio, organização prévia de propostas e diálogo com as experiências culturais do território.

Anderson Rassch – participação na condução e apoio técnico do Comitê de Cultura de Santa Catarina.

7. Encaminhamento final

Ao final, registrar as principais demandas, dúvidas e propostas levantadas, indicar canais de continuidade do diálogo com o Comitê de Cultura de Santa Catarina e estimular a organização antecipada de documentação, portfólios e projetos para futuras oportunidades de financiamento.

Os encaminhamentos deverão considerar a continuidade da articulação territorial conduzida por Dyonathan de Morais, fortalecendo a conexão entre as comunidades participantes, o Agente Territorial de Cultura e o Comitê de Cultura de Santa Catarina.

Programação

A programação ainda não foi definida. Em breve publicaremos os detalhes das atividades.

Conteúdos

O Sistema Nacional de Cultura O Marco Regulatório do Fomento à Cultura O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

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